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Embarcado & Mobile

Telemektrum — tablets industriais Android (VT-7 / N555)

Terminal embarcado que roda no tablet industrial dentro da cabine — linhas VT-7, N555 e Quectel. É a interface do operador com a plataforma de telemetria: libera a máquina por checklist, lê o barramento CAN, aponta produtividade e continua funcionando quando o sinal cai. Versão 4.8 em campo, com 128 telas.

O desafio

A cabine de uma máquina pesada é o pior lugar possível para colocar software: poeira, vibração, calor, sol batendo na tela e conectividade que desaparece. Tablet comum não sobrevive à primeira semana; aplicativo comum não sobrevive ao primeiro trecho sem sinal. E o operador não é um usuário de escritório. Ele está de luva, com meta de produção e a máquina ligada. Qualquer coisa que exija atenção dele — ou mais de dois toques — simplesmente não é usada. Só que é exatamente ali que nasce o dado de que a operação precisa: quem está operando, se o equipamento foi checado antes de ligar, o que está sendo feito naquele instante e o que a própria máquina informa pelo barramento interno. Sem um terminal na cabine, tudo isso vira papel — ou não vira nada. Havia ainda uma restrição de hardware: a frota não usa um tablet só. Convivem terminais VT-7, N555 e placas Quectel, com periféricos e recursos diferentes, e o mesmo aplicativo precisa rodar nos três.

A solução

O turno começa pela identificação: o operador encosta o cartão de aproximação (NFC/RFID) no tablet, e o vínculo entre cartão e funcionário fica registrado no Catus. Em seguida vem o checklist de segurança, com foto quando a pergunta exige. Enquanto ele não é concluído, o aplicativo mantém a máquina bloqueada — o acionamento é físico, por GPIO — e há telas de pré-bloqueio e de motivo do bloqueio para o operador saber exatamente o que falta. Com a máquina liberada, o terminal passa a ler o barramento CAN por uma biblioteca nativa integrada ao aplicativo. Um decodificador universal reconhece o modelo do equipamento — escavadeira Komatsu PC210, trator de esteira Komatsu D61EX, rolo compactador Dynapac CA25C, Ford Ranger — e extrai RPM, carga do motor, nível e temperatura de combustível, horímetro, odômetro, temperatura de arrefecimento e do óleo hidráulico, velocidade, ângulo de direção, marcha, freio de estacionamento, estado da ignição e, no rolo compactador, a frequência de vibração. Para o campo há telas de dump do CAN, log de diagnóstico, informação do hardware e configuração manual do barramento — é o que permite pôr um equipamento novo para funcionar sem voltar ao escritório. Sobre isso vem a operação do dia. O apontamento da Parte Diária Eletrônica cobre atividades, subatividades e paradas, com fluxo próprio para ponte rolante: seleção do equipamento, contexto da operação, solicitação de ponta e confirmação de chegada. Há ainda corridas com finalização, entregas e recolhas com confirmação de descarga e registro de não comparecimento, recebimento de ração, abastecimentos, pesagens, controle de jornada, manutenção preventiva com abertura e leitura de horímetro, correção de horímetro incorreto, registro de disponibilidade e relato de problema por motivo. O operador recebe mensagens do escritório e alertas — de atividade, de tempo de atividade e sonoros —, acompanha velocímetro comum e de basculamento com aviso de excesso de velocidade, joystick, localizações e um monitor de força G com calibração. Nada disso depende de sinal. Tudo é gravado primeiro num banco SQLite local e sincronizado com o Catus quando a rede volta, por endpoints dedicados: PDE e PDE de ponte rolante, checklist, entregas, recolhas, abastecimento, eventos de operador, correção de horímetro, alerta sonoro, relatório de problema e solicitação de ponta. O aplicativo também se atualiza sozinho: baixa o APK novo em pedaços, com verificação de checksum e retomada por offset, porque a conexão em campo não aguenta o arquivo inteiro de uma vez. E, quando é preciso investigar um caso, exporta o próprio banco local para análise. O tablet roda em modo quiosque, com o aplicativo registrado como administrador do dispositivo: o operador não sai dele, não instala nada e não mexe em configuração do Android. Até o teclado é próprio, desenhado para dedo com luva. E as três famílias de hardware convivem: além das telas comuns, há um conjunto dedicado à linha Quectel, com o que aquele hardware tem de específico em GPIO, acelerômetro e CAN.

Resultados

Versão 4.8 em campo, com 128 telas e 43 fluxos distintos de operação — o aplicativo mais denso do ecossistema. Cerca de 60 contratos de dados sincronizados com o Catus, de apontamento de atividade a evento de força G, todos com fila local para sobreviver à falta de sinal. É deste terminal que saem os 448 mil checklists preenchidos e os 2,8 milhões de apontamentos de produtividade que sustentam os relatórios da plataforma.